Leopoldo Paulino e as FARC



Em 2002 criei em Ribeirão Preto um comitê de apoio às FARC, apoiado por diversos companheiros de esquerda, embora quase todos os petistas dele se retiraram, por pressão do então prefeito, Antônio Palocci.

A imprensa nacional movia à época, sórdida campanha contra o grupo guerrilheiro e um jornal local pretendendo desmoralizar o Comitê, divulgou: “Paulino ficou só”.

Sofri um ataque de mentiras e acusações falsas. O então deputado do PT, José Genuíno, entrevistado declarou: “O Paulino não tem mais o que fazer”.

Na época, atuava no Brasil como embaixador informal das FARC, o Camarada Olivério Medina. A EPTV ligada à Rede Globo, enviou o repórter João Carlos Borda para me entrevistar, que procedeu a um vil interrogatório, perguntando de modo a querer que eu comprometesse Olivério. Insistia em chamar Olivério de padre, ofício que tinha exercido. Decidi acabar com a entrevista e disse que o único padre colombiano com quem eu tinha contato era o padre Camilo Torres. (padre guerrilheiro que morreu em combate na Colômbia em 15 de fevereiro de 1966). Demonstrando total desconhecimento no assunto, o repórter perguntou “Que tipo de contato o senhor tem com Camilo Torres”? Respondi: "Contato de foro íntimo!”.

No dia seguinte, o repórter abriu a matéria com a chamada: “Vereador Leopoldo Paulino admite ter contato de foro íntimo com padre Camilo Torres”.

O repórter virou alvo de chacota dos colegas, que chegaram a colocar um recado para ele no mural da empresa: - “Celular do padre Camilo Torres"

Inaugurei o Comitê de Solidariedade no Plenário da Câmara Municipal de Ribeirão Preto com mais de 300 pessoas e ficou claro que eu não estava só.

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