Cuba 1989: Bandeira de “Regalo”



Em 1989, o convite para que uma delegação do PSB visitasse Cuba partiu do próprio governo cubano, que nos ofereceu alojamento. Eu era Presidente Estadual do PSB-SP e tive a oportunidade de integrar a delegação, nas duas semanas em que estivemos em Cuba conhecemos de perto as conquistas da revolução socialista e a tenacidade com que o povo cubano luta contra o cerco econômico montado pelos Estados Unidos. Os Comitês de Defesa da Revolução (CDR) estão distribuídos em cada quadro e têm importante papel na organização da defesa armada pela própria população, caso uma invasão norte-americana aconteça. No dia-a-dia também organizam as equipes de trabalhos comunitários, prestados pela população para a própria população, como campanhas de saúde e organização da limpeza e conservação da quadra. Fomos recebidos pelos membros de um dos CDRs, que nos falaram com orgulho da história e das atividades que desenvolviam. Por ter sido exilado político no Chile, Argentina e Panamá e por falar muito bem espanhol nossa delegação pediu que eu fosse o orador naquela ocasião. Inspirado pelo orgulho daqueles cubanos em proteger a Revolução, pude saudar os companheiros cubanos e suas conquistas. Pude também evocar a figura do grande revolucionário Che Guevara, disse também que seu nome e sua imagem continuam, até os dias de hoje, a indicar seu exemplo como revolucionário, seja nas bandeiras desfraldadas dos movimentos de libertação de todos os povos do planeta, seja nas camisetas estampadas com sua imagem dura e terna, ou nos milhares de jovens em todo o mundo denominados “Ernesto” em sua homenagem, como um de meus próprios filhos. Na oportunidade, a presidente daquele CDR, uma jovem e linda mulher, às lágrimas, disse: “Nos hizo llorar a nosotros”, arrancou a bandeira cubana de sua janela e me ofertou a flâmula.

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