Toto


Aos dezesseis anos, Renato Martins veio morar comigo e com Emir, sua irmã, que foi minha companheira por trinta anos. Era o caçula de quatro irmãos e foi Sérgio, seu irmão ainda criança e com pequena diferença de idade, que não conseguindo falar “Renato” o apelidou Toto.

Toto trouxe seu vigor jovial e seu bom humor para nossa casa e para mim foi como ter um filho adolescente. Ele se desenvolvia com leveza e nos acompanhava no posicionamento político e em manifestações.

Hoje Toto partiu, vítima de um câncer implacável. Quero registrar aqui meu pesar e também minha homenagem a esta pessoa que deixará grande saudade.

No meu livro conto uma passagem de sua militância:

“Em certa ocasião, estava em Potirendaba para passar o fim de semana e no sábado decidi organizar uma venda do jornal Hora do Povo no calçadão de São José do Rio Preto acompanhado de Sérgio Martins, já militando no MR-8 e Renato, seu irmão mais novo, ainda adolescente.

O trabalho estava indo muito bem e nunca havia ocorrido tal evento naquela cidade conservadora, quando uma senhora já com certa idade, chocada com nossa militância, investiu contra Renato com sua bengala, aos berros: “Comunista! Comunista!” o que nos estimulou a ampliar nosso trabalho, denunciando a atitude daquela figura carcomida da oligarquia local”.

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